Programa de atendimento móvel para mamografia é lançado oficialmente


Objetivo é levar exames para periferias e interior.
Portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta (5).   
 
O Diário Oficial da União desta sexta-feira (5) publicou uma portaria que lança oficialmente o novo programa de mamografias móveis. A iniciativa já tinha sido anunciada pelo Ministério da Saúde na última segunda.

O objetivo do projeto é realizar os exames em locais estratégicos, como o interior e as periferias das grandes cidades, principalmente entre mulheres das camadas mais carentes da população e na faixa prioritária de 50 a 69 anos.

A mamografia é um exame periódico dos seios, que é considerado pelos médicos a forma mais eficaz de diagnosticar o câncer de mama. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior é a chance de sucesso do tratamento.

Implantação

A implantação do programa está prevista ainda para este ano e a estimativa é de que cada unidade móvel tenha capacidade de realizar 800 mamografias por mês, de acordo com o ministério. Não foi informado o número de unidades que circularão pelo país. Os exames serão enviados via satélite para os estabelecimentos de saúde, para que o diagnóstico seja apresentado em até 24 horas.

Segundo o ministro, as áreas mais carentes são nas regiões Norte e Nordeste, e no interior do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Segundo dados do Ministério da Saúde, mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde para a faixa prioritária cresceram 41% primeiro semestre deste ano quando comparadas ao mesmo período de 2010.

Em 2012, 2.139.238 mulheres realizaram o exame preventivo de câncer, sendo 1.022.194 na faixa prioritária. Em 2010, foram feitas 1.677.272 mamografias, sendo 726.890 na faixa prioritária.

O governo pretende dobrar o número de exames realizados para 8 milhões, cobrindo cerca de 65% da população alvo da realização de exames. O Brasil, em 2011, fez quase 4 milhões de exames.

"O Brasil cresceu 41% nos ultimos dois anos do caminho. Queremos continuar crescendo e atingir a meta de 8 milhões", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na segunda.

Em julho, a Câmara aprovou o PL 3887/97 que prevê um prazo máximo de 60 dias, contados a partir do diagnóstico, para início de tratamento do câncer. O projeto deverá ser votado pelo Senado ainda este mês. A Agência Nacional de Saúde (ANS) regula o prazo em 21 dias.


FONTE: Bem Estar, 5/10/2012.

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