segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Perfil dos estudantes da UFCSPA é reportagem no Estadão

     Reproduzimos abaixo, reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo sobre o perfil dos estudantes da UFCSPA. 


Mulheres predominam em federal de Porto Alegre
Elas são maioria na Universidade Federal de Ciências da Saúde, que também tem mais brancos e leitores


Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) é um caso à parte em relação ao perfil e ao comportamento dos universitários brasileiros. Criada em dezembro de 1953 por decreto do arcebispo metropolitano de Porto Alegre, d. Vicente Scherer, a instituição apresenta uma série de particularidades, que vão da composição por raça, classe social e gênero até os hábitos de leitura.

Dentre as 56 instituições federais cujos dados foram compilados pelo Estado, a UFCSPA é a que apresenta o maior número de estudantes com frequência à biblioteca (98,48%) e com a maior proporção de estudantes mulheres (75,76%). "Trata-se de uma universidade voltada para ciências da saúde. Esses números podem refletir o comportamento de um público dessa área", afirma o coordenador nacional do Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), Valberes Nascimento.

Em relação à divisão por raça, 91,67% dos graduandos se declararam "brancos" - a média nacional entre as federais é de 53,93%.

A UFCSPA oferece cursos de graduação, pós-graduação e programas de residência médica. Cerca de 1,5 mil pessoas estudam na entidade. Além de ter a maior proporção de alunos brancos, mulheres e frequentadores de bibliotecas, é a instituição que apresenta a maior taxa de alunos de alta renda do País (classes A e B): 84,85%, seguida pela UnB (83,42%), Federal de São Carlos (81,86%), Federal de Santa Catarina (76,78%) e Federal de São Paulo (75,62%).

Um outro ranking é liderado pelas meninas de Porto Alegre: o de uso frequente de remédios para controle de dificuldades emocionais, como antidepressivos e calmantes - no qual se inserem 9,85% dos estudantes.


FONTE: Estadão, 13 de agosto de 2011.


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