quarta-feira, 17 de julho de 2013

Faculdades de Medicina farão sugestões ao Programa Mais Médicos


Representantes de 12 faculdades de Medicina de universidades públicas de diversas regiões do País formaram uma comissão para elaborar sugestões ao programa Mais Médicos. O grupo foi criado após reunião em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, nesta terça-feira (16), que contou com cerca de 100 participantes, entre reitores, representantes de ambos os ministérios e coordenadores de cursos de medicina de todas as universidades federais do Brasil. O programa foi lançado na última semana pela presidenta Dilma Rousseff por medida provisória e tem 120 dias para ser votado pelo Congresso Nacional. Durante o encontro com os representantes de faculdades de Medicina, os ministros apresentaram o programa e esclareceram as dúvidas da plateia.





A comissão será composta por membros da Universidade Federal do Ceará (UFCE), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Rondônia (Unir), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Tocantins (UFT) e Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

“Conversar com as faculdades federais que formam os médicos hoje é um passo importante para colocarmos o programa em andamento. Elas serão fundamentais para mapearmos o que precisamos avançar para garantir os dois anos de treinamento em serviço na atenção básica e na urgência e emergência no Sistema Único de Saúde”, disse Padilha.

Segundo o ministro da Saúde, o governo federal está aberto a todo tipo de sugestão, só não vai recuar em três questões: os critérios para abertura de novas faculdades de Medicina; os dois anos do segundo ciclo de treinamento em serviço na atenção básica e na urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) complementando a formação do médico; e a abertura de uma vaga de residência para cada médico. Entre os critérios para abertura de novas faculdades estão: cinco ou mais leitos disponíveis por aluno, no máximo três alunos por equipe de atenção básica; ter estrutura de urgência e emergência e pelo menos três programas de residência médica nas especialidades fundamentais tais como Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria, Medicina de Família e Comunidade.

“O Mais Médicos foi lançado em Medida Provisória para dar prioridade ao debate, como estamos fazendo agora. Mas temos um prazo grande para amadurecer cada ponto e fazer ajustes: 120 dias para as medidas passarem por votação no Congresso Nacional, depois mais 180 dias para a ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação; e sete anos até os estudantes ingressarem de fato no segundo ciclo no SUS”, esclareceu Mercadante.





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