terça-feira, 17 de outubro de 2017

Atuação do fisioterapeuta esportivo ganha destaque no Brasil

Com o passar dos anos e o aumento do número de patologias relacionadas ao sedentarismo, os brasileiros têm buscado cada vez mais a prática de atividades esportivas para aumentar a qualidade de vida. Várias categorias das Ciências da Saúde se encaixam nesse quadro, como Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Visando os profissionais que atuam nas áreas relacionadas, o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) contempla em seu acervo o título Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Dados divulgados pelo Ministério do Esporte em 2016 relatam que 54% da população brasileira pratica algum tipo de atividade física ou esportes regularmente. Com isso o fisioterapeuta esportivo ganha espaço, por ser um profissional capaz de avaliar, identificar e prevenir disfunções relacionadas ao risco de lesão. No Brasil, mais de 500 profissionais recebem o título de especialista em fisioterapia esportiva, reconhecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (SONAFE Brasil).

Segundo o COFFITO existem hoje mais de 260 mil profissionais registrados, entre fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Diante dos registros, a tendência é que a produção científica nacional cresça e que os profissionais estejam cada vez mais qualificados para atender a demanda.

Editado pela American Physical Therapy Association, o JOSPT tem um forte papel nesse sentindo, atuando como referencial bibliográfico especializado. A publicação abriga conteúdo cientificamente rigoroso e clinicamente relevante para fisioterapeutas e outros profissionais na comunidade de saúde para promover boas práticas relacionadas ao esporte em todo o mundo. Para este fim, o periódico apresenta pesquisa recente baseada em evidências e casos clínicos de saúde musculosquelética, lesões e reabilitação, incluindo Fisioterapia, Ortopedia, Medicina Esportiva e Biomecânica.

O conteúdo assinado pela CAPES para a comunidade acadêmica varia desde o início da produção da revista científica, em 1979, até a edição atual – outubro/2017. O volume mais recente trata com ênfase de crianças e adolescentes, com 16 artigos que abordam condições muscoesqueléticas, dor lombar, desenvolvimento psicomotor, hipermobilidade articular sistêmica, entre outros tópicos. As edições estão disponíveis¹ em texto completo.

Com um fator de impacto de 2.825, o JOSPT está entre as revistas científicas de Fisioterapia de maior classificação no Journal Citation Reports² (JCR 2016) – Science Edition, da Clarivate Analytics. Ele é o oitavo dos 65 periódicos na categoria de Reabilitação; o 12º de 75 títulos em Ortopedia; e novamente o 12º de 81 publicações em Ciências do Esporte. 

Para acessar o conteúdo, entre na opção Buscar periódico do Portal.

¹Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.
²Pesquisa realizada no JCR em 02/10/2017

Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Acesso CAFe e Meu espaço: dois serviços diferentes disponíveis para os usuários do Portal de Periódicos

Com o objetivo de melhorar a visualização de áreas importantes da biblioteca virtual da CAPES, a Coordenação-Geral do Portal de Periódicos implementou uma melhoria no design da página principal.
A novidade que está no ar desde março desse ano é que o “Acesso CAFe” e o “Meu Espaço” não aparecem mais na mesma área. Os links foram separados e os usuários têm acesso a cada campo de forma individual, ambos dispostos no menu superior da home.
Saiba qual é a finalidade de cada serviço:


Acesso CAFe
A Comunidade Acadêmica Federada (CAFe) é um serviço de responsabilidade da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) que permite o acesso remoto – “Acesso CAFe” – ao acervo do Portal de Periódicos. Por meio desse recurso, o usuário pode acessar os conteúdos assinados pela CAPES de qualquer lugar e a qualquer hora, basta estar conectado à internet.
O serviço apresenta a grande vantagem de não sobrecarregar a rede da instituição. Isso porque a tecnologia da CAFe realiza a identificação do vínculo institucional do usuário, utilizando qualquer rede de internet disponível.
Cada instituição de ensino e pesquisa é responsável pela adesão e implementação do serviço junto à RNP, bem como pela liberação do acesso aos seus usuários. Assim, as dúvidas e os problemas relacionados ao “Acesso CAFe” e a outros tipos de acesso remoto que a instituição disponibiliza devem ser esclarecidos na biblioteca ou no setor de TI da instituição à qual o usuário está vinculado.
Acesse aqui mais informações sobre a CAFe.

Meu espaço
O “Meu espaço” é uma área administrada pela equipe do Portal de Periódicos e oferece vários recursos, que permitem ao pesquisador montar seus próprios conjuntos de busca, salvar e criar alertas de pesquisas já realizadas no acervo do Portal e guardar seus artigos, periódicos e bases de dados preferidos em um espaço virtual permanente.
O cadastro no “Meu espaço” é opcional e sem vínculo ao “Acesso CAFe", tendo login e senha diferentes para cada serviço. Os usuários registrados no “Meu espaço” recebem o Boletim Eletrônico do Portal de Periódicos e podem se inscrever nos treinamentos online, além de ter acesso ao certificado digital da capacitação.
É importante destacar que o cadastro no “Meu espaço” não interfere no tipo de acesso realizado ao Portal de Periódicos, ou seja, o usuário pode acessar a biblioteca virtual independente de possuir login e senha nessa área.
Para esclarecimento de dúvidas sobre o “Meu Espaço”, o Portal de Periódicos disponibiliza como canal de atendimento ao usuário o e-mail periodicos@capes.gov.br.

Fonte: Portal CAPES. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Vacina contra HPV previne vários tipos de câncer

Uma série de fatores pode levar as mulheres a ter câncer do colo do útero ou os homens, de pênis. Mas na maioria dos casos, essas doenças são provocadas pelo HPV (vírus do papiloma humano). A infecção provocada pelo vírus ataca, especialmente, as mucosas oral, genital e anal. O HPV também está relacionado com cânceres de boca, garganta e ânus.
O que muita gente não sabe é que a vacina contra o HPV é ofertada no SUS é extremamente eficaz na prevenção desses tumores. Ela está disponível nas mais de 36 mil salas de vacinação a meninos na faixa etária de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14 anos. “Nós precisamos que meninos e meninas recebam essa vacina. Porque assim eles estarão evitando essas doenças, que estão cada vez mais presentes entre os jovens”, alerta a coordenadora de Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
 O esquema vacinal deve ser de duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Esse espaço de tempo entre as doses é fundamental para a produção de anticorpos, que é o que vai gerar a proteção contra o vírus. Carla Domingues explica que quanto maior o intervalo entre as doses, menor será a eficácia. Por isso, “deve-se respeitar esse esquema, para que os jovens tenham maior chance de produzir anticorpos, não devendo ultrapassar de até 15 meses o intervalo entre as doses. Caso o esquema esteja atrasado, mesmo assim não deixe de tomar a vacina. Não há necessidade de se iniciar novamente o esquema vacinal”, destaca a coordenadora.

Câncer do colo do útero
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 16,3 mil novos casos de câncer do colo do útero em 2016. Em 2015, foram 5,4 mil mortes. “A vacina HPV tem uma eficácia elevadíssima, com uma proteção de 98%. Se essas meninas passarem a se vacinar agora, esta geração estará praticamente livre dessa doença mais pra frente”, avalia Domingues.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 80% do público-alvo, o que garante proteção inclusive para quem não está no grupo prioritário para a vacinação. Isso é o que se chama de imunidade de grupo.
“Esta vacinação mudará o cenário trágico da ocorrência do câncer no nosso país. Quase todas as meninas de hoje não terão câncer do colo do útero e de vulva e os meninos não terão câncer de pênis quando se tornarem adultos. Adolescentes de ambos os sexos também estarão protegidos dos cânceres garganta e ânus, além das verrugas genitais, o que será um enorme ganho na qualidade de vida da nossa população”, esclarece a coordenadora.
Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.
Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais; e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da OMS indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do vírus, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 265 mil mulheres morrem devido à doença em todo o mundo, anualmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima 16 mil novos casos.

Prevenção
O governo federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, oferta a vacina contra o HPV gratuitamente. O público-alvo deve procurar uma das 36 mil salas de vacina espalhadas por todo Brasil para se vacinar.

A definição da faixa-etária para a imunização contra o HPV foi escolhida com base em pesquisas que apontam que nessa idade a produção de anticorpos é muito elevada, duas vezes mais se comparado com a população adulta. Isso aumenta a proteção da doença e a efetividade do programa de vacinação. A vacina previne a infecção pelos subtipos 6, 11, 16 e 18. Ela não tem efeito de cura. Portanto, o ideal é que a vacina seja administrada antes de uma possível exposição ao HPV. “Nós precisamos fazer com que mães, pais e responsáveis tenham consciência da importância da vacinação do mesmo jeito que eles têm com as vacinas de sarampo, coqueluche, para que no futuro tenhamos êxito”, alerta Carla Domingues.

Ampliação temporária
Em alguns municípios a procura da vacina foi pequena, mesmo com toda a divulgação da importância de proteger o público alvo definido pelo Ministério da Saúde. Por isso, cidades onde há vacinas em estoque, com prazo de validade até março de 2018, poderão aplicar as doses em homens e mulheres entre 15 e 26 anos. A medida tem caráter temporário, visando evitar o desperdício da vacina e abrange apenas esses municípios que ainda tem esse estoque a vencer. Foi o caso da Tamires Cunha de 20 anos, estudante de direito, que tomou essa medida de prevenção. “Procurei o posto de saúde que estava com a vacina disponível e tomei”, conta a estudante.
No caso da estudante é que está fora da faixa recomenda pelo Ministério, ela tomará três doses, com intervalos de dois meses e seis meses da primeira, para que a vacina tenha eficácia. “Hoje em dia, qualquer forma para que eu posso me prevenir, eu vou me prevenir”, destaca Cunha.

Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Fonte: Portal da Saúde.

28 de setembro - Dia Mundial de Luta contra a Raiva

A raiva é uma doença transmitida para humanos e pode matar. Vacinando anualmente cães e gatos, você pode evitar essa doença.

28 de setembro é Dia Mundial de luta contra a Raiva. A data marca a importância de conscientizar as pessoas sobre a prevenção da doença, que pode ser transmitida para qualquer mamífero – animal e humano. No Brasil, a raiva é mais conhecida por quem tem animal de estimação, por conta da vacinação.


Esta medida é fundamental para o controle da doença no país. “A raiva transmitida por animais domésticos está bastante controlada no Brasil. As pessoas costumam vacinar seus bichos”, explica o coordenador de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Sérgio Nishioka.

Mas é importante ficar alerta porque a raiva é altamente letal. A transmissão se dá normalmente pela mordida de animais infectados. Mas também existe a possibilidade de se contrair a doença pelo contato da saliva do animal raivoso diretamente nos olhos, mucosas ou feridas.

Prevenção
Atualmente, a segurança e a eficácia das vacinas para pessoas e animais são uma das estratégias mais importantes para o controle da raiva. Por isso, animais domésticos devem ser vacinados anualmente contra a doença. Também é importante evitar aproximação de cães e gatos sem donos, não mexer ou tocar neles, sobretudo quando eles estiverem se alimentando ou dormindo. Além disso, nunca toque em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais.

Contudo, se você for agredido por um animal, lave o ferimento abundantemente com água e sabão e passe um antisséptico. Mas isso não é o suficiente. É fundamental procurar assistência médica e informar detalhes do acidente ao profissional de saúde, se o animal tem dono, o local do acidente, entre outros.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina e soro antirrábico, que serão prescritos pelo médico ou enfermeiro de acordo com cada caso. Esse tratamento deve ser seguido até o fim. O animal deve ficar em observação por 10 dias, se possível, para identificação manifestação de raiva ou morte.

“A vacina só é dada em casos de pessoas gravemente infectadas ou em casos particulares, como para profissionais que têm contato com um animal raivoso, para pessoas que trabalham, por exemplo, em laboratórios e que podem então adquirir a raiva por atividades ocupacionais, como os veterinários”, explica o Nishioka. Apesar de a doença ser 100% evitável, ainda hoje, milhares de pessoas morrem da doença a cada dia em todo o mundo. Em 2017, foram registrados 3 óbitos de pessoas por raiva no Brasil. Todos relacionados à transmissão por morcego.

Sintomas
O período entre o acidente com o animal e o aparecimento dos sintomas é extremamente variável. Pode ser de alguns dias a até anos, com uma média de 45 dias, no homem, e de 10 dias a 2 meses, no cão. Em crianças, existe tendência para um período de incubação menor que no adulto.

Os sintomas são parecidos com os da gripe, incluindo fraqueza geral, desconforto, febre ou dor de cabeça. Mas à medida que a doença avança, ocorrem alucinações, espasmos musculares involuntários e paralisia leve ou parcial, que pode levar à pessoa a morte. “Existem alguns casos de pacientes em que houve sobrevida, mas sempre com sequelas neurológicas graves”, ressalta Nishioka.

Vacina para animais
O Ministério da Saúde oferece para estados vacinas para cães e gatos. “Distribuímos a vacina a animais porque é reconhecido que a proteção desses animais domésticos previne a transmissão da raiva em humanos”, explica o coordenador. “Destaco que mesmo que a pessoa seja mordida por um bicho vacinado, isso não muda a conduta da pessoa procurar uma unidade de saúde para avaliar se é necessária a proteção da vacina humana”, completa.

A estratégia de realização de campanhas de vacinação de cães e gatos contra raiva é definida pelas secretarias de saúde de estados e municípios. Ou seja, cada município define a própria estratégia de vacinação. “O Ministério da Saúde faz a compra desses insumos e distribui, mas a coordenação das campanhas é descentralizada. O ideal é que a vacinação ocorra todo ano", destaca.


Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde
Fonte: Portal da Saúde.

Quitosana extraída do camarão pode ser utilizada para identificar resíduos de medicamentos veterinários no leite

O consumo de leite é associado a vários benefícios e considerado essencial para a dieta humana, devido à composição de gordura, proteína, fósforo, cálcio e outros minerais e vitaminas. No entanto, se o alimento não é feito com boas práticas de produção, pode ser uma fonte de contaminantes, como medicamentos veterinários. Para melhorar a verificação de possíveis contaminações do leite, uma equipe do Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos e Metais (LACOM), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), identificou um grande potencial na casca do camarão.
A pesquisa recém-publicada pela revista científica Food Chemistry – disponível* para usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) – possui duas vertentes principais. A primeira é a investigação da contaminação do leite por resíduos de medicamentos veterinários. “A produção de leite é uma das mais importantes e tradicionais atividades econômicas em nosso país, com grande destaque no estado do Rio Grande do Sul”, pontua Ednei Primel, orientador do estudo. 

“No LACOM desenvolvemos métodos analíticos exatos e precisos, capazes de realizar a extração simultânea dos contaminantes em baixos níveis de concentração e que, ao mesmo tempo, atendam alguns dos princípios da Química Analítica Verde – sendo esta a segunda vertente do trabalho. Propomos o uso de material de fonte renovável, a quitosana, que foi produzida a partir de resíduos de camarão da atividade pesqueira no município de Rio Grande (RS)”, detalha Primel. 

Equipe do Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos e Metais (Foto: LACOM/FURG)
Segundo os pesquisadores, foi possível comprovar por meio dos resultados obtidos que a quitosana utilizada é um poderoso adsorvente para a etapa de limpeza no método QuEChERS, não causando perdas na recuperação para nenhum dos medicamentos veterinários estudados. “Além disso, a quitosana foi eficiente na remoção de coextrativos da matriz, comprovada pelos baixos valores de efeito matriz (entre ± 10%) e pela redução da turbidez dos extratos para análise de até 95% em valores de NTU. Essa eficiência observada na etapa de limpeza do método gera impacto direto na integridade dos equipamentos utilizados nas análises”, indica Primel. 

Os medicamentos veterinários são utilizados na gestão do gado leiteiro para prevenir doenças e promover o crescimento. No entanto, se as substâncias são incorretamente aplicadas e o tempo de retirada para animais tratados não é observado, resíduos podem ser encontrados em alimentos de origem animal, como o leite. Com o método proposto, foi possível avaliar a presença desses resíduos em amostras de leite de diferentes tipos. Contudo, nenhuma das amostras avaliadas apresentou níveis acima do limite máximo estabelecido pela legislação vigente.

Quitosana de cascas de camarão 
Primel explica que a ação adsorvente da quitosana tem possibilitado diversas aplicações. Na área alimentícia, por exemplo, o aproveitamento é realizado para clarificante em alimentos, inibidor de escurecimento enzimático em sucos de maçã e pera e em batatas, como antioxidante em salsichas e como filme de proteção antimicrobiana em frutas e vegetais. “Também há diversos trabalhos científicos da quitosana sendo utilizada como adsorvente de diferentes contaminantes em água, como metais pesados, moléculas aromáticas e corantes”, conta o cientista da FURG. 

Adicionalmente, a quitosana se tornou um popular suplemento alimentício, principalmente devido a sua capacidade de absorver não somente gordura, mas também ácidos biliares, fosfolipídios, ácido úrico, entre outras biomoléculas. Por isso, é considerada um forte aliado como redutor de peso. “As possibilidades nos fizeram pensar que a quitosana poderia nos auxiliar na limpeza dos extratos para análise cromatográfica, funcionando como um adsorvente de diferentes espécies de coextrativos que podem estar presentes quando se trabalha com leite”, indica Primel. 

Apoio da CAPES
O trabalho Chitosan from shrimp shells: A renewable sorbent applied to the clean-up step of the QuEChERS method in order to determine multi-residues of veterinary drugs in different types of milk foi desenvolvido em uma dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Química Tecnológica e Ambiental (PPGQTA/FURG) e a continuidade da investigação está sendo dada no trabalho de doutorado do mesmo pesquisador, Jean Lucas de Oliveira Arias, com orientação de Ednei Gilberto Primel e co-orientação de Sergiane Souza Caldas.

Jean Lucas Arias foi bolsista de mestrado da CAPES durante o período de 2014 a 2016. “Foi uma ótima experiência, que me possibilitou muito crescimento científico. Pude continuar estudando após me graduar e enriquecendo meu currículo com o diploma de mestre. Com certeza, sem essa contribuição, a realização desse estudo não teria sido possível, pois não teria condições de estudar com dedicação 100%”, relata.

O Portal de Periódicos também tem sido peça-chave para o trabalho do LACOM. “Toda a nossa busca por artigos é realizada através do Portal. O acesso a trabalhos é indispensável para o avanço das pesquisas realizadas. Na área de química, posso dizer que temos acesso aos periódicos que são referência internacionalmente.  A busca de artigos em diferentes bases de dados ao mesmo tempo, englobando um número muito grande de fontes, é um grande diferencial para nós”, conclui Arias.



*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.

Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.

JCR apresenta dados de 2016

Estão no ar as estatísticas de 2016 do Journal Citation Reports (JCR), editado pela Clarivate Analytics. A base, disponível* para usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), conta com dados de 81 países, mais de 11 mil revistas científicas e quase 250 disciplinas, indicando quais são as principais e mais relevantes publicações do mundo.

O JCR é um banco de dados originado da coleção principal da Web of Science, que utiliza a plataforma InCites e permite consulta e avaliação de periódicos a partir de dados de citação dos títulos indexados na Web of Science. Por meio do JCR é possível consultar diversos índices, como o fator de impacto da publicação (Journal Impact Factor - JIF), o Eigenfactor, o número total de citações da publicação com e sem autocitações, o índice de imediatismo que mede o quão rápido um artigo é citado em cada publicação, dentre outros.

A coleção principal da Web of Science é uma base de dados composta por índices de citações que cobrem as áreas de Ciências (SCI), Ciências Sociais (SSCI) e Artes e Humanidades (A&HCI), além de dois índices de anais de conferências (CPCI-S e CPCI-SSH) e do índice para fontes de informação emergentes (ESCI). Para mais informações sobre a Web of Science, clique aqui.

Os usuários podem acessar o JCR por meio da opção Buscar base do Portal. É possível verificar, por meio de pesquisa na plataforma, os dez periódicos com maior fator de impacto das Science Citation Index Expanded (SCIE) e das Social Sciences Citation Index (SSCI). Todos os títulos estão disponíveis para consulta no Portal de Periódicos. Confira a lista:

Science Edition (SCIE):

1. CA-A CANCER JOURNAL FOR CLINICIANS (Fator de Impacto 187.040)
2. NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE (Fator de Impacto 72.406)
3. NATURE REVIEWS DRUG DISCOVERY (Fator de Impacto 57.000)
4. CHEMICAL REVIEWS (Fator de Impacto 47.928
5. LANCET (Fator de Impacto 47.831)
6. NATURE REVIEWS MOLECULAR CELL BIOLOGY (Fator de Impacto 46.602)
7. JAMA - JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION (Fator de Impacto 44.405)
8. NATURE BIOTECHNOLOGY (Fator de Impacto 41.667)
9. NATURE REVIEWS GENETICS (Fator de Impacto 40.282)
10. NATURE (Fator de Impacto 40.137)

Social Science Edition (SSCI):

1. WORLD PSYCHIATRY (Fator de Impacto 26.561)
2. ANNUAL REVIEW OF PSYCHOLOGY (Fator de Impacto 19.950)
3. NATURE CLIMATE CHANGE (Fator de Impacto 19.304)
4. LANCET GLOBAL HEALTH (Fator de Impacto 17.686)
5. PSYCHOLOGICAL BULLETIN (Fator de Impacto 16.793)
6. PSYCHOLOGICAL INQUIRY (Fator de Impacto 16.455)
7. TRENDS IN COGNITIVE SCIENCES (Fator de Impacto 15.402)
8. JAMA PSYCHIATRY (Fator de Impacto 15.307)
9. BEHAVIORAL AND BRAIN SCIENCES (Fator de Impacto 14.200)
10. AMERICAN JOURNAL OF PSYCHIATRY (Fator de Impacto 14.176)

Acesse* os títulos por meio do link Buscar periódico.

*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.
Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

2ª OLIMPÍADA DE ANATOMIA

Vai começar a 2ª Olimpíada de Anatomia da Elsevier. Depois do sucesso da primeira edição e, sabendo quanto a anatomia humana é relevante para a formação dos profissionais da saúde, chegou a hora de você testar novamente seus conhecimentos e concorrer a vários prêmios!
As inscrições poderão ser feitas de 01/09 até 25/09/2017 e estudantes das áreas da saúde que se inscreverem também podem indicar seus professores de anatomia para participar!
A competição será totalmente on-line, realizada em cinco etapas, com provas de múltipla escolha onde serão avaliados número de acertos e tempo de resposta.

QUEM PODE PARTICIPAR?

Estudantes domiciliados em território brasileiro, regularmente matriculados em um curso de graduação (tecnólogo ou bacharel), da área de Saúde de uma instituição de ensino superior brasileira, com idade igual ou superior a 18 anos completos no momento da inscrição, que estará aberta de 01/09 a 25/09/2017.
Professores que lecionam a disciplina de anatomia em algum curso de graduação (tecnólogo ou bacharel), da área de Saúde de uma instituição de ensino superior brasileira, só poderão participar caso sejam indicados por estudantes participantes (necessário completar o cadastro de 01/09 a 04/10/2017).
Ambos deverão seguir todas as condições estabelecidas no regulamento*.

Para mais infamações: 2ª Olimpíada de Anatomia
Fonte: Elsevier

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Meditação: pensamentos controlados, respiração correta e saúde de sobra

Em tempos em que o estresse faz inúmeras vítimas e se torna comum na vida das pessoas, meditar é preciso! E o SUS pode te ajudar a conhecer essa prática milenar

Foto: Sammya Alves

Trocar a euforia do dia a dia pela calmaria, descansar mente e corpo e controlar a emoção são alguns dos benefícios de uma técnica milenar que chegou ao Sistema Único de Saúde (SUS).  Estamos falando da meditação. Você sabe o que é fantástico nessa prática? Qualquer pessoa pode fazer. Ela estimula a concentração, reduz a depressão e a hiperatividade e faz com que o praticante se cuide mais.

A psicóloga Nara Moraes coordena duas turmas de meditação na Unidade Básica de Saúde (UBS) Celeste, em Campo Bom, cidade do interior do Rio Grande do Sul. Para ela, independentemente de serem ou não doentes, as pessoas podem buscar alguma das práticas integrativas para melhorar a qualidade de vida. “Não vamos esperar que tenhamos problema de memória e estresse. Vamos trabalhar a prevenção. Esse é nosso objetivo com a meditação”, orienta.
Nara Moraes explica que a meditação é um processo de tratamento e de cura, dependendo do hábito criado pelo praticante. Os benefícios são gradativos, não são de uma sessão para outra, mas podem ser rápidos sim. “O principal é o autoconhecimento. Conectar-se consigo próprio. Isso vai facilitar a conexão com o outro também”, ensina a psicóloga.
Prática Integrativa
Em uma das visitas à UBS de Campo Bom, a dona Hilária Sulzbach viu um cartaz que convidava para conhecer a meditação. Foi a primeira vez e nunca mais parou. Aprendeu a meditar em casa, inclusive. “Eu dormia mal, era ansiosa, sempre muito preocupada em fazer as coisas. Agora me sinto calma. É um tratamento sem remédio, que pode levar algum tempo, mas é muito bom”, relata. 
Desde março de 2017, a meditação e outras técnicas que promovem a saúde, e assim evitando doenças, passaram a compor o rol de serviços oferecidos pelo SUS. Isso, graças à portaria do Ministério da Saúde, responsável pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Um dia depois da Portaria 849/2017, a psicóloga Nara e o colega, o médico Charles Genehr, já começaram a trabalhar com a meditação como ferramenta de promoção à saúde.
Defensor da prática, Charles esclarece que o atendimento na unidade é para apresentar os métodos e guiar os pacientes, mas cabe a cada um colocar a mediação como hábito e, se possível, fazer ao menos 15 minutos todos os dias. “A mente não pode se alimentar uma vez por semana, somente”. 
O médico lembra que o estresse está envolvido com 80% das doenças e a medicação é excelente para combater esses casos. “Um estudo de Harvard mostra que a meditação foi capaz de reduzir 40% das consultas médicas. As pessoas precisam ter ciência do potencial da meditação para a condição de saúde da população”, ressalta.
Benefícios da Meditação
- Reduz a ansiedade
- Combate a depressão e o estresse
- Melhora na qualidade do sono
- Evolução na concentração, atenção e memória
- Melhora a respiração

Saúde gera saúde
Estamos falando de uma das práticas integrativas mais pesquisadas no mundo. “Ela é promotora da saúde, atua como ferramenta de conhecimento das próprias emoções, do controle do estresse, e do autoconhecimento. Isso gera diversos benefícios para o praticante, como o controle da hipertensão arterial, da ansiedade, depressão, inclusive de dor crônica”, reforça o consultor técnico do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Daniel Amado.
De acordo com Daniel, pesquisas têm apontado que um praticante frequente de meditação também adquire outros hábitos saudáveis. “Ele costuma se preocupar mais consigo, perceber as coisas que lhe fazem mal e adotar práticas de alimentação saudável e de atividade física”. O técnico reforça que meditação tem baixo custo e a reprodução das experiências é muito rápida.
Se na sua cidade não tiver nenhuma unidade de saúde que ofereça a meditação ou outras práticas integrativas, entre em contato com a gestão de saúde local e manifeste seu interesse. Cabe aos municípios, com apoio dos Estados e do Ministério da Saúde, implementarem este tipo de serviço.
Meditação guiada de 10 minutos
Qualidade de vida
Em 2015, a analista administrativo Juliana Morais ouviu do médico que os sintomas da síndrome do intestino irritado que ela sentia eram muito mais emocionais. Então, ela resolveu aceitar o convite de uma amiga para meditar, no lugar de usar medicação.
“Eu achei que aquilo fosse impossível, porque eu não conhecia nada sobre a prática. Mas eu também sabia que poderia ser uma alternativa para que eu não tomasse remédio por causa da síndrome. Nunca tinha meditado, o grau que eu me encontrava emocionalmente fazia com que eu achasse impossível ficar 30 minutos ali parada. Fiz e achei o máximo, me senti muito bem. Hoje eu pratico todos os dias”, relata.
Com a prática, Juliana se livrou da síndrome e ganhou qualidade de vida. “Meditação é qualidade de vida, é você aprender a olhar para si, a respirar antes de tomar alguma atitude, de fazer algum comentário. Eu super indico para todas as pessoas. Foi um divisor de águas. Existe uma Juliana antes da meditação e uma depois”, destaca.
Leia também


Erika Braz, para o Blog da Saúde

Fonte: Blog da Saúde.

Anvisa publicada resolução sobre produtos para pesquisa


Foi publicada, nesta terça-feira (12/9), a norma da Anvisa que trata dos procedimentos para a importação e a exportação de bens e produtos destinados à pesquisa científica ou tecnológica e à pesquisa envolvendo seres humanos. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 172/2017 está na edição 175 do Diário Oficial da União. O texto foi aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa durante Reunião Ordinária Pública realizada no dia 5 deste mês. O relator do processo foi o diretor Renato Porto, da Diretoria de Regulação Sanitária (Direg).

Fonte: Portal da Saúde

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Plataforma de resumos e citações reúne mais de 60 milhões de registros


Os usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) encontram no acervo da biblioteca virtual a plataforma multidisciplinar Scopus, da editora Elsevier. Trata-se de uma ferramenta de grande utilidade para toda a comunidade acadêmica, incluindo pesquisadores, graduandos, docentes, pós-graduandos e bibliotecários que visam sempre ampliar e melhorar pesquisas e trabalhos científicos.


A Scopus cobre as áreas de Ciências Sociais, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Ciências Biológicas com resumos e citações de diversos tipos de arquivos. De acordo com o site da editora, o conteúdo inclui cerca de 130 mil livros (sendo que aproximadamente 10 mil títulos são incluídos por ano) e mais de 60 milhões de registros, que incluem periódicos revisados por pares, publicações comerciais e articles-in-press (ou seja, que foram aceitos para publicação) de grandes editoras internacionais, como Cambridge University Press, Springer Nature e Wiley.

Plataforma de resumos e citações reúne mais de 60 milhões de registros (Imagem: Scopus/Elsevier)
Na base, também é possível localizar mais de quatro mil publicações de acesso aberto, anais de conferências, páginas da web com conteúdos científicos e patentes de escritórios. O usuário ainda pode utilizar ferramentas de apoio à análise de resultados (bibliometria), como identificação de autores e filiações, análise de citações, análise de publicações e índice H. A plataforma é atualizada diariamente e conta com recursos que auxiliam o pesquisador nas buscas, tais como criação de alertas (que podem ser criados e administrados de acordo com a frequência desejada) e listas (para armazenar documentos durante a sessão de busca).


A área de Materiais didáticos do Portal de Periódicos abriga dois documentos sobre a Scopus para que os usuários aprofundem o conhecimento sobre a base e esclareçam dúvidas: um guia rápido e um guia completo. Os arquivos oferecem informações sobre tipos de busca, forma de selecionar alertas e feeds, opções de exportação dos resultados, quantidade e tipos de publicações disponíveis, diferenciais do conteúdo, entre outros pontos.

Para explorar os recursos da plataforma Scopus, acesse a opção Buscar base do Portal de Periódicos.

Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.
Alice Oliveira dos Santos

Fonte: Portal CAPES.