sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Alergia alimentar x intolerância

Saiba mais sobre o tema que é destaque no VIII Curso de Alergia e Imunopatologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE)


Referência no tratamento de alergias, o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), no Rio de Janeiro, promove de 14 a 16 de setembro o VIII Curso de Alergia e Imunopatologia com o tema “imunodeficiências, alergia clínica e alergia a medicamentos”. O evento contará com a participação de especialistas do Brasil e do exterior, como o professor e diretor do Departamento de Pesquisa de Dermatologista e Alergia da Faculdade de Medicina de Berlim, Marcus Maurer.

A oitava edição do curso, voltada para médicos e estudantes de medicina, trará análises de casos de alergia alimentar, imunodeficiências, renite e sinusite crônicas, asma, urticária e alergia a medicamentos. “Todo ano convidamos especialistas que apresentam uma atualização do que evoluiu no diagnóstico e tratamento dessas doenças, que são cada vez mais frequentes na população”, conta Carlos Loja, responsável pelo evento e coordenador da Divisão de Ensino e Pesquisa do HFSE.

A chefe do Setor de Imunoalergia Pediátrica do HFSE, Mônica Soares de Souza, convidada para falar sobre um problema muito comum em todo o mundo, a alergia alimentar, conta que, embora uma grande variedade de alimentos seja consumida ao longo da vida, um grupo restrito pode provocar esse tipo de alergia. “Cerca de 80% destas reações são desencadeadas por leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, crustáceos e peixes”. 
As características de cada alérgeno (proteína do alimento responsável pelas reações) são distintas e por isso a duração das alergias varia de acordo com o alimento em questão. “Alergias que se iniciam mais comumente na infância (leite, ovo, soja, trigo) apresentam maior probabilidade de desaparecer até a adolescência. Outros alimentos, como amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar, são tipicamente persistentes e apenas uma ínfima parcela dos pacientes têm suas alergias curadas”, conta Mônica. 

Os sintomas ocorrem sempre que há a ingestão ou contato com o alimento desencadeador da alergia. Como os sintomas variam muito (manchas na pele, inchaço de olhos ou boca, diarreia, vômitos, entre outros) e são comuns também em outras doenças (intolerâncias ou reações a alimentos deteriorados), é muito importante consultar um especialista que poderá, conforme o caso, solicitar exames específicos para auxiliar o diagnóstico. 

“Os únicos testes que realmente comprovam a alergia, no entanto, são os testes de provocação oral, realizados em ambiente apropriado, e sob supervisão do médico, que avalia possíveis reações após a ingestão do alimento”, explica a alergista.

Mônica alerta ainda para o perigo do uso de medicação sem uma consulta médica prévia. “O uso de medicamentos para tratar uma infecção gastrointestinal, em casos de alergia alimentar em crianças, diminui as enzimas responsáveis pela absorção do alimento. Isso reduz os mecanismos fisiológicos de resposta imunológica, que passa a não acontecer de forma equilibrada”. 

Diferença entre alergia alimentar e intolerância alimentar

A principal diferença entre alergia e intolerância alimentar é o tipo de resposta que o organismo tem quando entra em contato com o alimento. Na alergia há uma resposta imunológica imediata, isto é, o organismo cria anticorpos como se o alimento fosse um agente agressor e por isso os sintomas são generalizados. Já na intolerância alimentar o alimento não é digerido corretamente e, dessa forma, os sintomas surgem principalmente no sistema gastrointestinal.

“A intolerância alimentar é muito mais frequente e pode afetar qualquer individuo sem história familiar, enquanto a alergia alimentar geralmente é um problema mais raro e hereditário, surgindo em vários membros da mesma família”, revela Mônica.

As alergias são mais comuns na infância, enquanto que a intolerância geralmente se manifesta em crianças maiores e adultos. Por exemplo, enquanto o intolerante pode consumir derivados de leite em quantidades pequenas sem reações, o alérgico a leite deve ter sua dieta isenta de toda e qualquer proteína do alimento.

Alguns pacientes com diagnóstico de alergia alimentar podem desenvolver tolerância ao alimento envolvido, isto é, o alimento pode ser consumido sem manifestações alérgicas. Isso pode ocorrer em algumas crianças que apresentam alergia ao ovo e leite de vaca, mas essa tolerância só deve ser avaliada pelo médico especialista que a acompanha. Introduzir alimentos aos alérgicos sem avaliação do especialista pode causar reações graves.

VIII Curso de Alergia e Imunopatologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado 2016
Tema: Imunodeficiência, alergia clínica e alergia à medicamentos

Inscrições:
www.interevent.com.br/evento/jornadadealergia
Informações: (21) 3326-3320
alergia@interevent.com.br
Adriano Schimit, para o Blog da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde. Blog da Saúde.

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