quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Pessoas que tentam parar de fumar sem ajuda médica têm menos chance de sucesso


Evento que ocorre nesta quinta-feira em Porto Alegre discutirá as
consequências do tabagismo
Foto: Cynthia Vanzella / Agencia RBS

 No tratamento, além da mudança comportamental, também é necessário o uso de remédios.

O cigarro possui cerca de cinco mil substâncias tóxicas, entre elas a amônia, chumbo, alcatrão e elementos cancerígenos como arsênio e cádmio.

Agindo como um estimulante (de forma semelhante à cocaína, à heroína e ao álcool), a nicotina chega ao cérebro pela corrente sanguínea e acelera a transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios, que liberam substâncias neurotransmissoras, causando sensações de prazer e relaxamento.

Entretanto, assim como outras drogas, a nicotina cria uma dependência fisiológica. A mistura de gases e partículas tóxicas no organismo desencadeia mais de 50 doenças diferentes. 

Além de diversos tipos de câncer, problemas cardiovasculares e respiratórios, ainda há o aumento da incidência de derrame cerebral, doença vascular periférica, impotência e morte súbita.

Tendo em vista a gravidade da questão, é importante que médicos, profissionais da saúde e população em geral passem a encarar o tabagismo como uma doença crônica.
Além da mudança comportamental, também é necessário um tratamento que combine terapias, incluindo medicamentos para solucionar os sintomas da abstinência que podem comprometer o sucesso do abandono do mau hábito.

Atualmente, o tratamento farmacológico do tabagismo inclui, entre outras terapias, a reposição de nicotina e medicamentos que auxiliam no controle da vontade e ansiedade de fumar, como a vareniclina.
Pessoas que tentam parar de fumar sem ajuda têm menor chance de sucesso


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que fumantes que tentam parar de fumar sem ajuda médica têm menor chance de sucesso (uma média de 5%).

E mesmo entre os que conseguem largar o cigarro, apenas de 0,5% a 5% mantêm a abstinência por um ano sem acompanhamento médico. Ou seja, quanto mais ajuda o fumante recebe para parar de fumar, maiores as chances de sucesso no abandono do vício.

Números sobre tabagismo no mundo

      De acordo com o Atlas do Tabaco 2012, o cigarro é o único produto legalizado que, quando utilizado conforme as instruções, é letal.

      Dados apontam que o tabagismo poderá matar mais de 8 milhões de pessoas no mundo a cada ano até 2030.

      Estima-se que até 2100, se o tabagismo não for banido, haverá entre 100 milhões e 1 bilhão de mortes em países desenvolvidos e nos mais pobres, respectivamente.

Evento para discutir o tabagismo 

Para discutir o tabagismo, suas consequências, novidades nas ações de combate à doença e as atualidades no tratamento, a empresa farmacêutica Pfizer está promovendo um programa de educação continuada para médicos interessados em aprimorar seus conhecimentos e se manter atualizados sobre o tema.

O programa, que leva o nome de ATUAR, atinge todo o país. Durante o ano, os maiores especialistas brasileiros visitarão diversas cidades do Brasil. Nesta quinta-feira, o evento, que é exclusivo para médicos, será realizado em Porto Alegre.


FONTE: Zero Hora, Vida, 4/09/2013

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