quinta-feira, 9 de maio de 2013

Organização Mundial de Saúde conclama ações para salvar vidas


                 Mais de 270.000 pedestres perdem suas vidas nas vias em todo o mundo a cada ano, representando 22% do total dos 1,24 milhão de mortes no trânsito. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está convocando os governos a tomarem medidas concretas para melhorar a segurança dos pedestres. Sob o lema Torne o Caminhar Seguro (Make Walking Safe), a Segunda Semana de Segurança no Trânsito das Nações Unidas (06-12 de maio) teve início em todo o mundo. Com eventos registrados em quase 70 países, a Semana visa chamar a atenção para as necessidades dos pedestres; suscitar medidas voltadas a protegê-los e contribuir para alcançar a meta da Década de Ação para Segurança no Trânsito 2011-2020, que é salvar 5 milhões de vidas.
               Há vários passos que podem ser dados para a proteção dos pedestres. O recém-lançado Segurança do Pedestre: um manual de segurança no trânsito para os tomadores de decisão e profissionais, desenvolvido pela OMS e parceiros, enfoca a fiscalização, engenharia e medidas educativas combinadas, que incluem, entre outros pontos:

1) A adoção e aplicação de leis novas e das já existentes para reduzir a velocidade, diminuir a direção sob efeito de álcool, reduzir o uso de telefone celular e outras formas de distrações ao conduzir veículos;
2) Criar infraestruturas que separem os pedestres do tráfego de veículos (calçadas, faixas de pedestres elevadas, viadutos, passagens subterrâneas, ilhas de refúgio e canteiros centrais elevados), que reduzam a velocidade de veículos (lombadas, sonorizadores e chicanes) e melhorem a iluminação da via;
3) A criação de zonas de pedestres nos centros das cidades, restringindo o acesso de veículos;
4) A melhoria dos trajetos transporte de massa;
5) O desenvolvimento e aplicação de padrões de design de veículos para proteção dos pedestres, incluindo partes frontais flexíveis;
6) A organização e/ou aprimoramento do sistemas de atenção ao trauma, para garantir o pronto atendimento às pessoas com lesões não-fatais.

           “A Segunda Semana de Segurança no Trânsito das Nações Unidas oferece uma oportunidade para destacar os inúmeros desafios que os pedestres enfrentam mundo afora, a cada dia", observa o Diretor-Geral Adjunto de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS, o Dr. Oleg Chestnov. “Somos todos pedestres, e os governos devem pôr em prática medidas para proteger todos nós. Isto não apenas salvará vidas, mas criará condições necessárias para tornar as caminhadas seguras. Quando as vias são seguras, as pessoas andam mais, o que, por sua vez, melhora a saúde e protege o meio ambiente”.

           Os pedestres estão entre os usuários da via mais vulneráveis. Estudos indicam que crianças e adultos do sexo masculino representam uma alta proporção de lesões mortes de pedestres. Nos países desenvolvidos, os pedestres mais velhos correm mais risco, enquanto que em países de baixa e média renda são as crianças e os adultos jovens os mais frequentemente afetados. Tanto crianças e adultos com deficiência sofrem maiores taxas de lesões como pedestres em comparação com seus pares não deficientes.

             A proporção de pedestres mortos em relação aos demais usuários das vias é maior na região africana (38%) e menor na no Sudeste asiático (12%). Em alguns países, a proporção de mortes de pedestres pode chegar a quase dois terços das mortes no trânsito, como em El Salvador (62%) e Libéria (66%).

          "Em todo o mundo, mais de 5.000 pedestres morrem nas vias a cada semana. Isso ocorre porque as suas necessidades vem sendo negligenciadas por décadas, muitas vezes em favor do transporte motorizado", diz o Dr. Etienne Krug, diretor do Departamento de Prevenção da Violência e Lesão e Incapacitações da OMS. "Precisamos repensar a forma como organizamos os nossos sistemas de transporte para tornar o caminhar seguro e salvar as vidas dos pedestres."

          Cerca de 1,24 milhão mortes no trânsito ocorrem anualmente nas vias públicas, fazendo dos acidentes de trânsito a oitava causa de mortes em todo o mundo, e a principal causa de morte de jovens entre os 15-29 anos. A Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, oferece um quadro amplo para chamar a atenção para a necessidade de uma maior segurança viária. Lançado em maio de 2011 por governos de todo o mundo, a Década de Ação busca construir capacidades de gestão da segurança no trânsito nos países; melhorar a segurança das vias e veículos, o comportamento de todos os que se utilizam da via pública, e reforçar os cuidados pós-acidente.

        A OMS apoia a segurança no trânsito oferecendo orientação aos países em cinco fatores-chave: velocidade excessiva/inadequada; direção sob efeito de bebida alcoólica e negligência no uso de capacetes para motociclistas, cinto de segurança e dispositivos de retenção para crianças; auxiliando nos esforços para aprimorar a coleta de dados e atenção aos traumas; monitoramento do progresso por meio de informes globais e servindo de secretaria para a Década de Ações.



FONTE: OMS, 08/05/2013

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