segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

China quer promover boas práticas em suas pesquisas

A China está se empenhando em promover as boas práticas científicas e a integridade ética nas pesquisas conduzidas por seus cientistas. Para atingir esse objetivo, as instituições de amparo à pesquisa do país asiático começaram a empreender nos últimos cinco anos um grande esforço para conscientizar seus pesquisadores sobre a boa conduta científica. 


Representantes da maior organização científica não-governamental chinesa visitam a FAPESP para conhecer o processo de avaliação de projetos e o Código de Boas Práticas Científicas instituído pela Fundação. (E.Alisson)
O relato foi feito por representantes da China Association for Science and Technology (Cast) – a maior organização científica não governamental do país – durante a visita que realizaram à FAPESP no dia 2 de fevereiro.

O objetivo do encontro foi conhecer o processo de avaliação dos projetos de pesquisa financiados pela FAPESP e as iniciativas da Fundação para promover as boas práticas científicas, de modo a aprimorar o trabalho realizado pela instituição chinesa.

“Nós realizamos nos últimos anos um grande trabalho para promover as boas práticas científicas na China desde o momento em que os estudantes ingressam na universidade”, disse Shen Yan, vice-presidente da Cast e diretor-geral da Fundação de Ciências Naturais da China, à Agência FAPESP.

De acordo com ele, alguns dos motivos pelos quais a China se dedica a promover as boas práticas científicas são que o governo chinês está investindo e incentivando pesquisas em novas áreas de fronteira da ciência e o número de solicitações de financiamento de projetos de pesquisa no país tem aumentado muito nos últimos anos.

“No ano passado, recebemos 120 mil solicitações de financiamento a projetos de pesquisa, dos quais 20 mil foram aprovados. Com esse crescente número de solicitações, precisamos prezar pelas boas práticas científicas para que o investimento não seja em vão”, afirmou.

Segundo Yan, em 2007 a Cast lançou um Código de Boas Práticas Científicas, baseado nos modelos de diversos países. Desde então, os representantes da entidade começaram a visitar instituições de amparo à pesquisa em todo o mundo para conhecer suas experiências e aprimorar suas regulamentações.

“Antes de vir ao Brasil, estivemos no Canadá, onde visitamos uma instituição de fomento à pesquisa similar à Cast e à FAPESP, para conhecer suas experiências e saber como podemos melhorar nosso trabalho”, contou.


por Elton Alisson

FONTE: Agência FAPESP, 6/02/2012

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