quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pesquisa traçará perfil da Enfermagem no país



Trabalho é lançado nesta quarta-feira pelo ministro Alexandre Padilha. Juntamente como os médicos, profissionais do setor – enfermeiros, técnicos e auxiliares – representam cerca de 70% da força de trabalho do SUS.

O Ministério da Saúde lançou, na tarde desta quarta-feira (14), pesquisa que identificará o perfil dos profissionais de Enfermagem no país. O estudo será realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e entidades médicas parceiras, com o apoio financeiro e técnico do Ministério da Saúde (por meio do Observatório de Recursos Humanos), e contará com a participação de aproximadamente 50 mil profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem. Juntamente como os médicos, eles representam cerca de 70% da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa, que deverá ser concluída em dois anos, foi oficialmente lançada durante reunião plenária do Conselho Nacional de Saúde, que contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atual presidente do colegiado. “É um trabalho importante para que a gente possa ajustar as políticas e os programas de qualificação do trabalho da Enfermagem. Não só de garantia dos direitos dos trabalhadores, mas também de educação permanente e qualificação destes profissionais. E, para isto, é preciso termos este diagnóstico no país”, afirmou o ministro.

De acordo com a diretora do Departamento de Gestão do Trabalho na Saúde do Ministério da Saúde, Denise Motta Dau, o estudo produzirá ferramentas significativas para a elaboração de políticas públicas para o setor. “A pesquisa permitirá entender melhor a formação e o desenvolvimento desses profissionais, bem como as rotinas e dinâmicas de trabalho às quais estão submetidos”, explica. “A partir disso, será possível aprimorarmos as políticas de gestão e educação do trabalho em saúde”, completa.

A coordenação geral do estudo está sob a responsabilidade da Fiocruz, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos da Escola Nacional de Saúde Pública. Também participam da coordenação e execução da pesquisa o Conselho Nacional de Enfermagem (Cofen), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e a Federação Nacional de Enfermagem (FNE). “A expectativa com esta pesquisa é que tenhamos subsídios para desenvolvermos políticas que resultem em profissionais com qualidade, direitos e condições de trabalho cada vez mais garantidos e, sobretudo, que prestem um atendimento humanizado ao paciente”, acrescentou o ministro Alexandre Padilha.

METODOLOGIA – O estudo abrange as três categorias da Enfermagem – profissionais de nível superior (enfermeiros), médio (técnicos) e fundamental (auxiliares). Para traçar o perfil desses profissionais no país, será selecionada e analisada uma amostra de aproximadamente 53,5 mil pessoas, que vão responder a questionários encaminhados pelo Conselho Nacional de Enfermagem. Também serão considerados dados cadastrais e outras informações fornecidas pelo Cofen.

O questionário da pesquisa é divido em seis blocos que abordam temas diversos, tais como a identificação sócio-econômica do entrevistado, a formação profissional, o acesso à informação técnico-científica e a satisfação no trabalho. Os dados colhidos por meio dos questionários serão consolidados e analisados pelas equipes que atuam na execução do estudo.

Priscila Costa e Silva
Agência Saúde


FONTE: Ministério da Saúde, 14/09/2011

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