segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quatro milhões de idosos sofrem maus-tratos na Europa por ano

da EFE

Pelo menos quatro milhões de idosos sofrem abusos físicos a cada ano na Europa e cerca de 2.500 são mortos por um membro da família, segundo um relatório publicado quinta-feira (16) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os idosos são vítimas de humilhações como bofetadas, murros, socos, queimaduras e cortes e são trancados em seus quartos durante horas ou até dias, afirma o relatório divulgado durante a 3ª conferência europeia de prevenção de maus-tratos e promoção da segurança, realizada em Budapeste.

Segundo o estudo -- que analisou a situação dos idosos em 53 países europeus --, além dos quatro milhões que sofrem abusos físicos, 29 milhões são submetidos a agressões psicológicas, como insultos ou ameaças, e seis milhões são vítimas de roubos de dinheiro ou fraudes.

Além disso, cerca de um milhão de idosos sofrem abusos sexuais em forma de assédio, estupros ou exposição à pornografia.

Aqueles que têm Alzheimer, demência ou alguma incapacidade possuem mais probabilidade de serem vítimas de algum tipo de abuso, da mesma forma que os idosos de classes menos favorecidas da população.

A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, afirmou que a situação é "muito grave", já que "os abusos afetam os idosos física e emocionalmente no momento mais vulnerável de suas vidas".

"A população europeia está cada vez mais envelhecida, por isso é urgente que os governos resolvam este problema social o mais rápido possível e que os serviços públicos de saúde prestem socorro às vítimas de maus-tratos", acrescentou.

Em 2050, um terço da população europeia terá mais de 60 anos, devido à combinação do aumento da expectativa de vida com a queda da natalidade, o que significa que serão necessários cada vez mais recursos para efetuar o pagamento das pensões e das prestações sociais.

Esta situação, segundo a OMS, aumentará a dependência da terceira idade em relação aos mais jovens, o que pode causar um aumento no número de abusos a idosos ao alterar a estrutura econômica e social das famílias.

Fonte: Folha de São Paulo, 16/06/2011

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